Em maio de 2006 fui pra Califórnia com minha noiva. Eu tinha ganho um prêmio no trabalho e iria aproveitar 4 dias em um hotel de San Diego. É um prêmio legal que a empresa dá, só tem uma falha, não pode levar acompanhante. Como eu tinha dias de férias a tirar resolvi esticar o início da viagem e conhecer a costa litorânea da Califórnia com minha noiva. Usamos milhas da American Airlines. Aqui cabe aqui um elogio, essa empresa tratou-nos sem diferenciar quem usa milhas de quem compra passagem. Durante a viagem precisamos alterar um voo, e ligando do orelhão do parque Six Flags conseguimos alterar o voo sem dificuldades.
Pousamos em Dallas, e passamos pela alfândega bem rápido. Não fui selecionado para ir para a “famigerada salinha”. O fato de ser Ipatinguense me causa alguns transtornos nas alfândegas americanas. Acho que os americanos pensam que quero morar lá. Ou visitar algum amigo de infância. Sei lá.....
De Dallas voamos pra San Francisco. Chegamos em San Francisco pela manhã, umas 11 horas. Passamos pela Hertz e alugamos um Corolla vermelho com NeverLost. O GPS era da marca Maggellan, uma homenagem à Magalhães que foi um grande explorador em sua época. Mas resolvemos apelidá-lo de Magaly mesmo. Minha noiva chamava carinhosamente de Magá. Para quem nunca alugou carro nos Estados Unidos eu indico a experiência. Primeiro que a atendente pede sua carteira de motorista e se você entregar uma identidade ela entende como sendo carteira de motorista. Um dia ainda vou testar isso. Segundo que existem algumas leis de transito americanas que deveriam ser implementadas no Brasil. Uma delas é a liberação para virar a direita. Mesmo com sinal fechado todos podem virar a direita. Na primeira vez que dirigi não sabia disso, e sempre ficava parado no sinal ouvindo buzinadas, até que um dia me ensinaram essa.
Dentro do Corolla fomos procurar nosso hotel. Reservamos o mesmo ainda no Brasil usando o site expedia.com. E não é que deu certo. Cheguei lá e tinha minha reserva certinha. O hotel era simples e num preço/performance legal. Pronto, o que fazer? Estávamos em San Francisco e teríamos ainda 3 dias para conhecer a cidade. Minha noiva que antes da viagem perguntava:
-“O que vamos fazer em San Francisco?”
Voltou de San Francisco querendo morar lá. Nos 3 dias andamos de Cable Car, fomos ao Fischermann Wharf, comemos chocolate da Girardelli, passeamos no Golden Gate Park (esse merece um parágrafo a parte), tiramos fotos na Golden Gate, visitamos Salsalito, tiramos fotos dos leões marinhos, tomamos uma Budweiser no Buena Vista Social Club, descemos e subimos a Lombard Street e comemos muita Sea Food todos os dias, a ponto de enjoar mesmo.
O passeio que menos parecia promissor foi o Golden Gate Park, mas realmente nos surpreendeu. Incrível a diferença cultural entre Americanos e Brasileiros. O parque de San Francisco é mais limpo que muito Shopping Center de madames do Brasil. Não encontra-se nem folhas fora do lugar. As gramas todas cortadas, os lagos limpinhos, até os patos são mais saudáveis. As tartarugas são atléticas e tomam banho de sol antes da balada. Mas o que mais impressionou minha noiva foram os banquinhos de madeira, todos igualmente pintados de verde e com plaquinhas no encosto onde se lêm dedicatórias de pessoas que ali tiveram parte de sua história.
-“Ahhhh! Eu quero um banquinho com plaquinha pra nós!”
Exclamou minha noiva.
Em outro dia passeando na zona portuária, onde fica o Pier 39 e o Fishermann Wharf, vimos um senhor praticando natação à tarde no mar. Devia estar uns 12 graus célcius, e lá estava o senhor nadando. O engraçado da cidade é que parece que tem pouca gente. Nos 3 dias que ficamos lá foi difícil encontrar algum lugar cheio ou rua muito movimentada. Parecia uma cidade do interior (quase igual Ipatinga).
No último dia de San Francisco, entrei na Internet para escolher o próximo hotel da jornada. Íamos para Monterrey e Carmel. Os hoteis em Carmel estavam uma facada, então escolhi um em Monterrey e novamente reservei via expedia.com.
Gostamos muito de San Francisco, e deu vontade de voltar. Minha ex-noiva e atual esposa quer morar lá ainda.
No último dia pegamos a estrada para Monterrey e fomos visitar o Bay Aquarium, mas deixa essa história pra outro post.
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Garoto eu fui pra Califórnia – Dias em San Francisco
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