terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Quando a pessoa deixa de ser ela mesma?

Hoje estava no aeroporto de Porto Alegre, voltando para Curitiba. Sem malas a despachar, feliz da vida por voltar pra casa, fui fazer meu check-in na Gol. Check-in feito, enquanto guardava meu documento, chegou um casal para fazer check-in.
Atendente Gol:
-"Boa noite!"
Futura passageira:
-"Não!"
Atendente Gol:
-"Por que?"
Futura passageira:
-"Porque temos um problema. Aliás, vários problemas, mas vamos por partes. Primeiro, preciso que você resgate as malas desse comprovante aqui. O segundo problema é que..."
Atendente Gol interrompe:
-"A senhora quer embarcar com carteira de motorista vencida"
Futura passageira:
-"Quero não, na verdade eu embarquei do Rio de Janeiro pra cá, e na conexão não querem me deixar continuar viagem"

Nessa hora, eu já não tinha mais como ficar ouvindo conversa alheia. Peguei minhas coisas e fui andando, passei por eles e falei:
-"Dica de sucesso: o fato da carteira de habilitação estar vencida não significa que a pessoa que está nela não é mais a senhora. A carteira de habilitação vencida, significa que a senhora não pode mais dirigir. Mas, a senhora continua sendo a senhora!"

E fui embora. O marido falou:
"- É verdade!!! É verdade!!!!!!!!"

O fato é que não sei como se desdobrou o problema. Imagino que seguiram pelo tradicional "um erro de Cia Aérea justifica o outro" e embarcaram o casal para seu destino final.

Mas a dúvida persiste, por que as cias aéreas aceitam a CNH como documento para embarque? A resposta que eu tenho para a minha pergunta é que a CNH possui o nome completo, a filiação, a identidade, o CPF do meliante e ainda indica até que data o meliante é capaz de dirigir automóvel. Isto é, é um documento mais completo que a própria cédula de identidade hoje em dia.




A CNH identifica e vai mais além ao garantir o direto de dirigir até que o prazo estipulado vença.
Agora eu pergunto, por que as cias aéreas não nos deixa embarcar quando a gente perde o direito de dirigir? Isto é, por que quando a carteira vence, eu não posso mais viajar? Eu deixo de ser eu? Eu deixo de ser o carinha da foto? A validade da carteira é o prazo em que eu vou deixar de ser filho dos meus pais nomeados na carteira? Ou a validade da carteira é o prazo em que eu vou deixar de ter o meu CPF e a minha identidade?

Não faz o mínimo sentido. Já passei por isso com minha esposa também. É uma situação esdrúxula, patética e totalmente "non-sense".

Brasil....
País do futuro! Segundo o Lula, nosso presidente que não fala português, estamos muito bem!


segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Comentários sobre o Filme Sete Vidas - Não leia se você ainda não assistiu...

Assisti com minha esposa o filme Sete Vidas, protagonizado pelo ator Will Smith, na semana do natal.
Pessoalmente gosto dos filmes do Will Smith, obviamente tirando aquele fime chato que ele vai ao velho oeste. Aliás, tudo que tem velho oeste é chato na minha visão. Trata-se de um retrato histórico que não tem absolutamente nada a ver com o Brasil. Não tivemos nunca em nossa história tiroteio no meio do deserto. Por isso acho meio bobo ficar assistindo faroeste ou filmes de velho oeste.

Gostei bastante do filme "A procura da felicidade". Foi o primeiro filme de drama que o Will Smith fez. Tinha lido um comentário (acho que na veja) sobre o Sete Vidas e fiquei curioso. Eu e minha esposa queríamos ver outro filme, mas já tinha saído de cartaz. Assim de forma despretenciosa compramos os bilhetes para o Sete Vidas.

A idéia do filme é interessante. Tem um certo drama e aquelas sensações fortes e pesadas que todo drama bom nos trás. 
Mas o filme tem algo de errado. A construção do segredo do drama vai sendo feita aos poucos, o que é bom. Mas antes da metade do filme já dá pra descobrir o segredo.
Bem, último warning! Não leia daqui pra frente se você não viu o filme....

Bem, o segredo é que o Will Smith sofre um acidente onde perde a esposa e mata todos do outro carro. A lembrança do acidente assombra a memória diariamente e os sonhos toda noite. Com isso ele decide por não viver mais. Mas antes, ele busca perfis de pessoas que podem ser salvas por doações. Passando-se por oficial da receita ele busca pessoas que justificaram não pagamento de imposto por doença. Sendo que a derradeira doação é cardíaca. Ele testa todas as pessoas antes para saber se são merecedoras. O fato é que ele se envolve com a futura receptora do coração. Se apaixona, etc e tal. Mas no final ele doa mesmo. Eu pessoalmente acho que uma pessoa com saúde e com futuro promissor não pode desistir assim da vida. A vida é algo muito valioso, e que deve ser vivida. Seria diferente se ele estivesse em uma fase final de doença terminal, com sofrimento e dor. Nessa situação eu não julgo a decisão de uma pessoa que desiste. Mas um cara forte, com saúde e inteligente.....  É decepcionante.
Acho que foi por isso que não gostei do filme. 
Ele seria mais bonito, e mais emocionante se no final ele não se matasse e arrumasse alguma forma de continuar se doando para as pessoas.
Enfim. Minha esposa achou muito ruim o filme. Eu achei que vale a pena assistir.
Abraço!




domingo, 28 de dezembro de 2008

Sebastião Irabe do Amaral

Discurso da missa de sétimo dia de falecimento de meu pai.
Boa Noite.
Gostaria de aproveitar esse momento em que estão presentes todos os meus amigos e familiares para falar algumas palavras de agradecimento a Deus.
Primeiramente quero agradecer pelo privilégio de ter tido como pai uma pessoa tão especial como foi meu pai. Meu pai, Irabe, era uma pessoa trabalhadora, sincera, honesta, que amava sua familia sem nenhum limite. Sou orgulhoso do pai que tive. Ele me ensinou que a honestidade, que a simplicidade, que a caridade e que o amor não deve ser espalhados em palavras e sim em atos. Ele não falava. Ele era!
Exemplo de simplicidade maior que meu pai eu nunca vi. Ele foi 10 anos diretor do Hospital Márcio Cunha em Ipatinga, hospital que le construiu e no qual eu nasci. nesse período (10 anos de minha infância) comprovei todos os dias o exemplo de simplicidade de meu pai. Todos adoravam ele, desde o médico mais gabaritado até a faxineira mais humilde.
Exemplo de honestidade maior que meu pai eu também nunca vi. Nunca em toda a minha vida vi ninguém bater a nossa porta cobrando nada. Meu pai nunca deveu nada a ninguém. Na verdade, vi muitas vezes o contrário acontecer. Muitas pessoas gratas pela bondade de meu pai bateram lá em casa para agradecer. Nunca me esquecerei das inúmeras visitas de jovens que iam lá em casa conhecer o médico que savara a vida deles quando eles ainda eram nenens. Uma vez, aqui em BH, atendi o interofne e ao perguntar quem era houvi o seguinte:
- Você nao me conhece, mas vim aqui conhcer o Doutor Irabe, quando eu era nenem estava muito doente e ele salvou minha vida, quero conhecê-lo e agradecê-lo pessoalmente.
Meu pai foi um herói, não só meu e de meu irmão, mas de muitas pessoas que tiveram suas vidas salvas por ele.
Exemplo de amor maior que o do meu pai, eu também ainda não vi. Foram mais de 37 anos dedicados a minha mãe, 28 dedicados a meu irmão e 25 dedicados a mim. E quando falo dedicado quero realmente dizer dedicado. Ele foi um pai nota 10. Tudo que ele fez foi para a felicidade de nos 3. quantas concessões ele fez na vida dele, nas coisas que ele gostava, para nos fazer feliz, nos dar o melhor. Deixou um cargo de Diretor em Ipatinga porque seus filhos teriam muita mais chance de crescer, aprender e desenvolver na cidade grande. Ele fez isso por mim e por você, Ricardo.
E ele era fera mesmo. Um exemplo de homem trabalhador. Pela Usiminas ele contruiu e organizou um hospital, além de organizar um ambulatório em BH. Pela Fiat ele construiu e organizou 2 ambulatórios.
Quero agradecer a Deus, por ter nos dado esse grande professor da vida que foi meu pai.
Quero agradecer a Deus, por ter nos dado a presença dessa pessoa extraordinária que foi meu pai.
Obrigado por estarem aqui. Obrigado pela força que vocês nos dão.
Obrigado.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Carta para minha filha

Ana,

boa noite querida. Hoje é dia 22 de dezembro de 2008. Você ainda não nasceu. Na verdade faltam alguns meses para você entrar em nossas vidas. Nossa expectativa é grande. São muitas perguntas. 
Como será o rostinho dela? 
Ela vai se parecer mais com a mãe ou com o pai? 
Vai ser muito chorona? 
Vai ser muito sapeca?  
Um fato é verdade. Seu coração já bate muito forte!



Nesse momento ficamos esperando. Sua mãe espera como grávida. Mais próxima de você. Sentindo seus chutinhos. Suas mexidas. Eu espero como pai. Louco pra te ver. Sonho com seus dias conosco. Seus primeiros choros e manhas. Suas brincadeiras. Suas travessuras.
Já imaginamos como você será alegre, e já escutamos suas risadas gostosas.

A ansiedade que estamos em esperar por sua chegada é sufocante. Queremos logo poder te abraçar, te beijar, te jogar pro alto, e colocar pra nanar. O amor explode em sonhos de um futuro gostoso com viagens, brincadeiras, alegrias e diversões. Queremos quase todo dia te ver em fotos de ultrasonografia. Cada vez mais a imagem de um rostinho que será para sempre nosso rosto amado se forma pela tecnologia e por nossa imaginação.



Hoje o mundo é pequeno. Pequeno demais se comparado com a paixão e alegria que sua existência já coloca em nossas vidas. 
Aninha. 
Hoje, seu pai te deseja muito amor em sua vida. Que seus caminhos sejam repletos de felicidades. Que nós consigamos ter a capacidade divina de te proporcionar conhecimento para vencer suas batalhas e saúde para te motivar todos os dias a crescer e ser uma pessoa plena. Já somos orgulhosos de você. 
Sempre, sempre mesmo, por cima de tudo e de todos, vamos te amar com todas as nossas forças!

Um beijão do sei Pai.
Hvon.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Expectativas para a quinta cidade

A quinta cidade é Curitiba. Adivinhem em que....

Será em população? Em número de teatros? Quinta cidade em quantidade de descendentes de alemães do Brasil? Em que será que eu categorizo Curitiba como quinta cidade?

A primeira cidade foi Ipatinga. Terra do atual time revelação, que este ano adentra no campeonato brasileiro de futebol. Terra de siderurgia. Terra da rivalidade com Governador Valadares. Ipatinga foi a primeira cidade.

A segunda cidade foi Belo Horizonte. Capital do melhor estado deste país. Terra de grandes bandas. Terra do chopp e dos bares. Lugar de povo hospitaleiro.

A terceira cidade foi Brasília. Lugar do poder formal e informal. Terra de pessoas de espírito aventureiro e desbravador. Terra de amigos novos e acolhedores. Flores nos canteiros centrais, lanchas no lago e xique-xique.

A quarta cidade foi São Paulo. Terra da chuvinha mais fina que já vi na vida. Transito aos sábados, domingos e feriados. Durante a semana não tem transito. Pois é! Transito significa movimento, estado de transição de um ponto A a um ponto B. Durante a semana não tem transito, fica tudo parado mesmo. São Paulo tem excelentes restaurantes. Lugar dos serviços 24 horas. Lugar da diversidade. Lugar para trabalhar.

A quinta cidade é Curitiba. É lá que devo morar a partir de abril deste ano. Foi também em abril que me mudei pela primeira vez indo morar sozinho em Brasília. Pleonasmos a parte, abril marca a abertura para uma vida nova novamente.

Em Curitiba devo morar em casa novamente. Em Ipatinga era casa com churrasqueira. Tínhamos churrasco todo domingo. Foi lá que aprendi os segredos de um bom churrasco. Em BH primeiro moramos em apartamento, depois voltamos para mais 2 anos de casa em Ipatinga novamente. Ao voltar para BH fomos para uma casa. Como essa não tinha churrasqueira fixa, meu pai comprou uma móvel para manter a tradição carnívora familiar. Em BH ainda, mudamos para um apartamento e finalmente para a casa de onde me despedi para ir pra Brasília.

E a quinta cidade? O que será que ela esconde hoje para que eu possa descobrir no futuro? Existem sempre aqueles clichês locais. O de Curitiba dita que não adianta fazer eventos e recepções em casa, pois os curitibanos não vão. Simplesmente não vão. Podem confirmar, mas é garantido, não vão! Esse clichê eu vou testar logo. Quero fazer um churrasco pros novos amigos. Se ninguém for, eu vou ter cerveja e carne para um ano, acabo me dando bem do mesmo jeito!

O pouco tempo que já fiquei na quinta cidade já constatei um fato. É a cidade mais limpa que eu conheço no Brasil. Vamos fazer um desafio mental..... Quais, cidades eu já fui.......

Ipatinga, Belo Horizonte, Governador Valadares, Monlevade, Betim, Brumadinho, Contagem, Ouro Preto, Tiradentes, Macacos, Caeté, Lagoa da Prata, Uberlândia, Uberaba, Entre Rios de Minas, ufa, essas foram a de Minas Gerais. Goiânia, Cuiabá, Brasília, Cidadezinhas da Chapada dos Veadeiros, enfim, desisto, perdi para mim mesmo em meu desafio mental. Será que posso me chamar de burro??? What ever....

Curitiba é mais limpa. Sim, não quero nem conhecer a cidade, mas já posso garantir, se é no Brasil, Curitiba é mais limpa. Impressionante, não tem nenhuma sujeira na rua. Outra característica que já sinto na pele e nos ossos é o frio. Mil desculpas minhas leitoras, PQP!!!! Q FRIO É ESSE???? O tanto que vou economizar nos restaurantes de rodízio vou acabar gastando em roupas de frio. Quando fui pra Bariloche com minha esposa ela colocava tanta roupa que ficava parecendo o bebê Maggie dos Simpsons. Aqui vai ser do mesmo jeito.

Ahh! Caso você tenha ficado curioso quanto ao preço de uma churrascaria rodízio, em Curitiba com 20 mangos você se empanturra de carne. E acredite, em restaurantes bons. Mas se você for top top pode pagar 39 mangos e ir nos rodízios mais caros. Inacreditável hein?

Bem vou terminando por aqui, daí!

Sim! Toda frase do Curitibano típico termina com a palavra “daí”.

Frases comuns aqui:

“Você tem um sotaque diferente! Você não é daqui, daí!”

No restaurante:

“Mesa para quantos, daí?”

No hotel:

“O café da manhã é servido até as 10, daí”

Na lanchonete:

“O pão de queijo é 25 centavos, daí”

E por aih vai, daí.......

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Eu tenho leitoras.

Hoje descobri que tenho leitoras em meu Blog. Inacreditável não? Sei que sou péssimo em português, mas gosto de escrever mesmo assim. Sei que minha esposa me lê, o que já me garante o direito de dizer que tenho leitora. O plural veio com minha amiga Janaina.
Eu tenho leitoras!
Como o meu primeiro artigo foi em agosto de 2007 e hoje, final de fevereiro de 2008, descobri que tenho 2 leitoras. Se continuar nesse “trend” tendo 2 leitoras a cada seis meses, daqui dois anos terei 10 leitoras! É apenas uma questão de tempo para eu ter mil leitoras. Deixa eu fazer as contas. Hummmmm. Quando eu tiver mil leitoras será ano 2508 (aproximadamente, pois não quis fazer a conta no detalhe). Neste ano estarei fazendo 533 anos! Já deverei ter muita experiência, e talvez já tenha melhorado um pouco meu português.
Em 2508 espero que eu possa influenciar minhas mil leitoras positivamente e com isso evitar que o Lula se re-eleja pela centésima vigésima quinta vez consecutiva. Se o Serra já tem olheiras hoje, imagina em 2508? Menor chance de ele ganhar do Lula. Além de não termos mais Lula com suas frases de efeito, espero que já tenhamos um mundo mais consciente em relação à natureza e ao próximo. A iniciativa de minha leitora numero um de usar sacolas de pano para fazer compras em supermercado já vai ser mundial, e as fábricas de sacos plásticos estão produzindo talvez plásticos para fins de medicina, sei lá.
Em 2508, talvez minhas leitoras talvez estejam vivendo em um mundo sem fronteiras, onde não exista países e as pessoas possam viajar de um continente a outro usando desmaterialização e rematerialização. Imaginou? Café da manhã em Paris, trabalho na asa sul, almoço light em Kyoto, volta ao trabalho na asa sul, a tarde uma corridinha no central park, depois pra refrescar uma água de coco em uma rede em Bali e uma noite gostosa de sono em casa.
Com essa tecnologia futura nem vai ter tempo para minhas leitoras me lerem. Na verdade elas vão me escutar no intra-auricular-pod. Um pequeno ipod que é implantado na dobrinha da orelha. Toda manhã, no café da manhã (Paris), o meu blog e colocado vai wireless no intra-auricular-pod para que vocês, minhas leitoras possam me ouvir. Talvez seja até com minha voz mesmo.
Fiquei entusiasmado com essa tecnologia. Além de facilitar turismo, imaginem as situações constrangedoras que desmaterializar pode resolver. Imagine, você, mulher do século 26, que se encontra de-repente, em seu trabalho diante de um embrulho no intestino, dor de barriga, piriri, a verdadeira diarréia. Não tem pra onde ir. Aquela chefa chata ta no banheiro. Saída? Desmaterializar e rematerializar no banheiro de sua casa. Dependendo dá até pra dar uma passada antes no supermercado e garantir o estoque de papel-higiênico.
Enfim, quando eu tiver 1000 leitoras o mundo com certeza vai ser melhor. Isso é muito claro em minha mente. Então porquê não adiantar esses acontecimentos? Sugiro que minhas leitoras arrumem mais leitoras e leitores também. Assim poderemos chegar nesse mundo futurista mais cedo!