segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Os processadores RISC estão mais vivos do que nunca, o CELL comprova!


Para falarmos sobre o processador CELL, precisamos voltar um pouco no tempo e explorar as origens desta tecnologia. A história do PowerPC começa na segunda metade dos anos 70 onde John Cocke (http://en.wikipedia.org/wiki/John_Cocke) funcionário da IBM de 1956 a 1992 criou o IBM 801, processador que deu a John o título de inventor da tecnologia RISC. Depois do 801, a IBM aprimorou a arquitetura e lançou a familia POWER, sigla que significa Performance Optimization With Enhanced RISC. Desde a sua criação, os processadores POWER já tiveram várias versões (POWER, POWER2, POWER3, POWER4, POWER4+. POWER5, POWER5+. PowerPC). Hoje o POWER7 já roda nos laboratórios da IBM e alguns clientes já rodam seus aplicativos em POWER6.
Em 2004, a IBM fundou o Power.Org (http://power.org/), com o objetivo de estabelecer padrões abertos, melhores práticas e certificações sobre a arquitetura POWER, além de buscar a adoção dessa arquitetura. O Power.Org abriu a arquitetura dos processadores para a comunidade de tecnologia mundial de forma que qualquer empresa que queira criar um hardware, seja ele vídeo-game, servidor, lamina Blade, aparelhos de imagem e digitalização pra medicina, etc, possa usar os processadores POWER como base de design. Já no primeiro dia de abertura do Site power.org, 15 empresas interessadas se afiliaram. Um dos frutos da abertura da tecnologia POWER pode ser visto nos equipamentos médicos de visualização criados pela Mercury (http://www.mc.com/) (http://www.mc.com/industries/lifesciences/medicalimg/3d_to_the_core.aspx).
Em março de 2001 a parceiria STI, formada por Sony, Toshiba e IBM, foi criada, e durante 4 anos uniram forças e tecnologias para criar o processador hoje conhecido como CELL Broadband Engine, ou CELL BE. Foi investido algo em torno de U$400.000,00 nesse desenvolvimento. O processador CELL foi o primeiro processador a possuir 9 cores em uma mesma pastilha. Hoje ele está presente na console de video game da Sony, PlayStation 3, em servidores e laminas blade da Mercury Computer Systems além de lâminas blade da própria IBM. A Toshiba pretende lançar televisões de alta-definição com o CELL.
O processador CELL é composto por 1 Core PPE (Power Processor Element) e por 8 Cores SPE (Synergistic Processing Element), esses 9 cores são RISC. O PPE é responsável por rodar o sistema operacional e gerenciar o funcionamento dos 8 SPEs. Para interligar esses 9 cores existe o Element Interconnect Bus (EIB). Em sua primeira implementação o EIB funciona a 3.2GHz e consegue trafegar dados a uma taxa de 204.8GB/s. Se nos lembrarmos que um DVD de filme possui 4.7 GB, poderíamos dizer por analogia que o barramento do CELL pode transferir a cada segundo 43 DVDs!
Falando de performance FLOPS, Floating Point Operations Per Second, as consoles de video-game de terceira geração têm demonstrado serem verdadeiros super-computadores in-a-box. Os principais participantes deste mercado são o PlayStation3 da Sony, WII da Nintendo e XBOX360 da Microsoft. Os três utilizam processadores RISC com tecnologia POWER IBM. O XBOX360 foi anunciado como tendo performance total de 1 TeraFLOPS, enquanto o PlayStation3 foi anunciado como tendo performance total de 2.18 TeraFLOPS. Uma comparação polêmica aponta os computadores com processadores de ultima tecnologia x86 (CISC) como tendo uma performance de 10 GigaFLOPS. (http://en.wikipedia.org/wiki/Gigaflop)

Alguns benchmarks feitos em laboratório mostram que comparando GPPs “General Purpose Processors”, nome dado a processadores de mercado que servem para vários propósitos, com o CELL, temos que:
Para aplicações de HPC (High Performance Computing), usando algoritmo de Multiplicação de Matrizes, o CELL a 3.2GHz usando seus 8 SPEs é 8x mais rápido que um GPP de 3.2GHz.
Para aplicações de trabalho gráfico intensivo, usando algoritimo TRE (Terrain Rendering Engine), o CELL 3.2GHz chega a ser 35 vezes mais rápido que um GPP de 3.2GHz.
Enfim, desde sua criação inicial em meados dos anos 70, até hoje, a tecnologia de processadores RISC da IBM tem evoluido muito e alcançado o topo de performance nos mais variados segmentos onde está presente.
Hoje a IBM tem 2 linhas de servidores com processadores POWER, a linha System i, e a linha System p. A linha de Storage também é baseada nessa tecnologia.
Os processadores POWER5+ em servidores high-end 595, destinados a ambientes de empresas que precisam de alta-performance, com altíssima disponibilidade e excelente flexibilidade para redimensionar ambientes de produção no mesmo ritmo que seus negócios mudam, possuem hoje o dobro de performance TPC-c (http://www.tpc.org/tpcc/results/tpcc_perf_results.asp?resulttype=noncluster) por core que seu concorrente direto mais próximo, o Itanium 2 dual core.

Para mais informação:
http://en.wikipedia.org/wiki/Power_Architecture
http://en.wikipedia.org/wiki/POWER5
http://en.wikipedia.org/wiki/IBM_System_p
http://www-03.ibm.com/systems/p/
http://www.ibm.com/br/systems/p/?section=column1&position=3&referral=4&client=15_2





Meu chefe me trouxe meu Wii



Depois de muito tempo voltei a ter um console de video-game. Ainda lembro dos dias de domingo em Ipatinga quando passava horas jogando River-Raid em meu Atari. Depois quando passei a morar em Belo Horizonte, pelas manhãs de sábado meu pai me levava a uma locadora de jogos de Atari. Ficava uma hora escolhendo qual seria o cartucho que passaria 2 dias de diversão comigo. Foi o Atari, antes mesmo dos computadores TK e do CP500, que me despertou para o mundo da tecnologia. Quem não se lembra do Decathlon? Jogo que furava as mãos das crianças e quebrava os Joysticks?
Foi agora em Agosto de 2007 que encomendei um Wii. Já vinha a mais de 3 anos namorando consoles de video-game. Desde o PS2 que tenho estudado onde investir. E como sou um gadget maníaco, resolvi estudar mais a fundo e evitar investimentos em mais de uma plataforma de joguinhos. Foi bom ter me segurado, caso contrário estaria agora com PS2, xBox, PSP, xBox360, PS3 e Wii. Antes do Wii comprei um PSP. Como viajo muito a trabalho, o PSP foi um excelente companheiro de aeroporto. E ainda tem sua utilidade.
Meu chefe foi pros EUA com a esposa. Como o padrão mundial de esposas em viagens pra EUA se baseiam em compras de roupas e cosméticos, o que nada impacta na cota de U$ 500,00 de eletronicos, resolvi ser funcionário chato e pedir o Wii a ele. Difícil tarefa que dei a ele. O Wii estava sendo vendido nos EUA e no Canadá somente sob encomenda. As lojas todas em “sold-out” aceitavam encomendas em balcão ou via internet. Ao chegar o caminhão de Wii, lá estavam centenas de americanos e canadenses para garantir o seu console.
Impressionante a volta por cima da Nintendo. Concorrendo com Microsoft e Sony, monstros do capital Americano e Japonês, a Nintendo conseguiu criar um produto totalmente inovador. A inovação se baseia inicialmente em um chip de detecção de movimentos que é colocado no controle do Wii. Esse chip desenvolvido pela IBM detecta todos os movimentos possíveis que se faz com o controle. Assim, ao invés de ficar sentado no sofá somente apertando botões como no modelo de diversão proposto pela Sony e Microsoft, o jogador de Wii transforma seu controle em raquete e joga tênis sem apertar botão algum. E essa tecnologia é empregada das formas mais criativas em todos tipos de jogos, desde pescaria onde o pescador ao sentir o controle fisgando (isso mesmo o controle treme quando o peixe fisga) puxa o peixe pra fora d’agua levantando o controle rapidamente, até uma corrida de vacas onde você controla a vaca como se tivesse com o arreio nas mãos. Um sucesso.
Depois de muitos nãos em várias lojas, meu chefe resolveu tentar em uma Toy’s R Us, e enquanto estacionava o carro pediu a sua esposa para ver se tinha algum Wii. E por pura sorte, um americano que encomendara para buscar o Wii às nove horas não tinha aparecido e já eram onze horas. A atendente no melhor estilo capitalista achou melhor vender ali naquele momento pro meu chefe e sua esposa do que guardar o console para o americano relapso comprar no dia seguinte. Para minha felicidade, meu chefe me trouxe meu Wii.
A instalação física do Wii foi muito fácil e tomou apenas 5 minutos. Ligado o Wii passei pelas customizações inciais, país, hora, nomes, criação de miis, etc. Detectar minha rede wireless foi também muito fácil. O que realmente me deu trabalho foi a atualização do firmware para o nível 3. Não deu pra saber se foi culpa do meu provedor de internet (TVA) que não tem nada além de 256KB na minha região (e olha que todos os concorrentes dele possuem 2M) ou se foi o sucesso do wii e seus milhares de usuários fazendo download ao mesmo tempo, o fato é que o donwload do firmware novo levou 3 dias. Isso mesmo três dias!
Firmware instalado, me preparei para baixar o canal de internet no Wii Shop. O Wii Shop é um canal de vendas de jogos e wiiware (softwares para wii). Uma das utilidades que queria muito ter era a internet na TV via Wii. O browser que tem versão pra Wii é o Opera. Custou 500 wii points. Cada 1000 Wii points custa 10 dolares, logo o browser me custou 10 reais. Baixei em 20 minutos numa manhã antes de ir pro trabalho, e só fui testar a noite. Funcionou muito bem. Agora ficou muito mais fácil e rápido consultar notícias via internet, pesquisar qual o horário daquele filme no cinema, ou mesmo rever aquele vídeo engraçado do youtube. Isso tudo sem esperar a lentidão do windows vista carregar no PC. Ainda melhor, sentado no sofá da sala.
Sobrou 500 wii points. Que eu gastei rapidamente baixando o jogo Super Mario de uma versão bem mais antiga do Nintendo. Minha esposa adorou. Sou da época do Atari, do Decathlon, do River Raid e das passadas de marcha sem fim do Enduro. Ela é mais nova. É da época do Mario, do Luigi, das moedas escondidas e dos cogumelos que fazem crescer. Ontem estava viajando a trabalho, e ela foi pra Brasilia. Quando voltei em casa em São Paulo e liguei o Wii, conferí no histórico Wii Messages que ela jogou por meia hora Super Mario na noite anterior, melhorou a pontuação de idade dela de 68 anos para 64 anos no Wii Play e depois jogou mais 15 minutos de Mario novamente. Hehehe.
O Wii está sendo um sucesso. Agora meus próximos passos serão instalar um Media Center para ver meus filmes AVI na TV e ver minhas fotos na TV, além disso precisamos de novos jogos. Com certeza vou adquirir um Mario atual para Wii para minha esposa. Assim em minhas viagens a trabalho ela fica na companhia do Mario, do Luigi e do Wii. Melhor que ficar na companhia apenas do Ricardo não é?









Garoto eu fui pra Califórnia – Dias em San Francisco


Em maio de 2006 fui pra Califórnia com minha noiva. Eu tinha ganho um prêmio no trabalho e iria aproveitar 4 dias em um hotel de San Diego. É um prêmio legal que a empresa dá, só tem uma falha, não pode levar acompanhante. Como eu tinha dias de férias a tirar resolvi esticar o início da viagem e conhecer a costa litorânea da Califórnia com minha noiva. Usamos milhas da American Airlines. Aqui cabe aqui um elogio, essa empresa tratou-nos sem diferenciar quem usa milhas de quem compra passagem. Durante a viagem precisamos alterar um voo, e ligando do orelhão do parque Six Flags conseguimos alterar o voo sem dificuldades.
Pousamos em Dallas, e passamos pela alfândega bem rápido. Não fui selecionado para ir para a “famigerada salinha”. O fato de ser Ipatinguense me causa alguns transtornos nas alfândegas americanas. Acho que os americanos pensam que quero morar lá. Ou visitar algum amigo de infância. Sei lá.....
De Dallas voamos pra San Francisco. Chegamos em San Francisco pela manhã, umas 11 horas. Passamos pela Hertz e alugamos um Corolla vermelho com NeverLost. O GPS era da marca Maggellan, uma homenagem à Magalhães que foi um grande explorador em sua época. Mas resolvemos apelidá-lo de Magaly mesmo. Minha noiva chamava carinhosamente de Magá. Para quem nunca alugou carro nos Estados Unidos eu indico a experiência. Primeiro que a atendente pede sua carteira de motorista e se você entregar uma identidade ela entende como sendo carteira de motorista. Um dia ainda vou testar isso. Segundo que existem algumas leis de transito americanas que deveriam ser implementadas no Brasil. Uma delas é a liberação para virar a direita. Mesmo com sinal fechado todos podem virar a direita. Na primeira vez que dirigi não sabia disso, e sempre ficava parado no sinal ouvindo buzinadas, até que um dia me ensinaram essa.
Dentro do Corolla fomos procurar nosso hotel. Reservamos o mesmo ainda no Brasil usando o site expedia.com. E não é que deu certo. Cheguei lá e tinha minha reserva certinha. O hotel era simples e num preço/performance legal. Pronto, o que fazer? Estávamos em San Francisco e teríamos ainda 3 dias para conhecer a cidade. Minha noiva que antes da viagem perguntava:
-“O que vamos fazer em San Francisco?”
Voltou de San Francisco querendo morar lá. Nos 3 dias andamos de Cable Car, fomos ao Fischermann Wharf, comemos chocolate da Girardelli, passeamos no Golden Gate Park (esse merece um parágrafo a parte), tiramos fotos na Golden Gate, visitamos Salsalito, tiramos fotos dos leões marinhos, tomamos uma Budweiser no Buena Vista Social Club, descemos e subimos a Lombard Street e comemos muita Sea Food todos os dias, a ponto de enjoar mesmo.
O passeio que menos parecia promissor foi o Golden Gate Park, mas realmente nos surpreendeu. Incrível a diferença cultural entre Americanos e Brasileiros. O parque de San Francisco é mais limpo que muito Shopping Center de madames do Brasil. Não encontra-se nem folhas fora do lugar. As gramas todas cortadas, os lagos limpinhos, até os patos são mais saudáveis. As tartarugas são atléticas e tomam banho de sol antes da balada. Mas o que mais impressionou minha noiva foram os banquinhos de madeira, todos igualmente pintados de verde e com plaquinhas no encosto onde se lêm dedicatórias de pessoas que ali tiveram parte de sua história.
-“Ahhhh! Eu quero um banquinho com plaquinha pra nós!”
Exclamou minha noiva.
Em outro dia passeando na zona portuária, onde fica o Pier 39 e o Fishermann Wharf, vimos um senhor praticando natação à tarde no mar. Devia estar uns 12 graus célcius, e lá estava o senhor nadando. O engraçado da cidade é que parece que tem pouca gente. Nos 3 dias que ficamos lá foi difícil encontrar algum lugar cheio ou rua muito movimentada. Parecia uma cidade do interior (quase igual Ipatinga).
No último dia de San Francisco, entrei na Internet para escolher o próximo hotel da jornada. Íamos para Monterrey e Carmel. Os hoteis em Carmel estavam uma facada, então escolhi um em Monterrey e novamente reservei via expedia.com.
Gostamos muito de San Francisco, e deu vontade de voltar. Minha ex-noiva e atual esposa quer morar lá ainda.
No último dia pegamos a estrada para Monterrey e fomos visitar o Bay Aquarium, mas deixa essa história pra outro post.